Mostrando postagens com marcador never let me go. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador never let me go. Mostrar todas as postagens

26 de dezembro de 2011

        Olá, seus nerds! Como foi o Natal? Tudo certo? Ganharam tudo o que queriam? Encheram a pança de comida gordurosa e agora estão passando mal? Que bom. Para completar a data especial, chegou a Vitrola desse mês! O tema é "músicas instrumentais". Boa escutada e até ano que vem!

Bruno
Stomp - The Hives

Fuse - Radio Moscow


Daniel
Buffy the Vampire Slayer Theme - Nerf Herder
Essa música era a abertura de Buffy, a Caça-Vampiros, e por isso acompanhou toda a minha pré-adolescência. Era uma espécie de assinatura, para que quem ouvisse soubesse o que estava começando na TV, tornando-se um marco para quem gostava da série. E mesmo quem não gosta de Buffy ouve essa música.

Highly Strung - Orianthi feat. Steve Vai
Quem diria que no CD da Orianthi, contendo músicas como According to You, alguém se depararia com esse super-duelo de guitarras? Dá vontade de sair pulando e gritando por aí, como se realmente estivesse em um show. Inclusive, eu morri de vontade de aprender a tocar.


Gabi
Mirror - Michael Andrews
Ok. Essa música tem um corinho, mas não conta como voz, conta? Ela faz parte da trilha sonora de Eu, Você e Todos Nós, o único romance cult realmente adorável.

Último Romance (Orquestrada)
Daí que Deus resolveu baixar na cabeça do Rodrigo Amarante, aquela coisa linda do Los Hermanos, fazendo com que ele escrevesse a música mais adorável da face da Terra, assim chamada Último Romance. Não o bastante, alguma orquestra da vida aí resolveu fazer uma versão ainda mais linda (?) dela. Não é por menos que essa será a música que vai tocar quando eu entrar na igreja no meu casamento. Estou falando sério.


Isa
Main Titles - Never Let me Go Soundtrack
Trilhas sonoras são o meu fraco. Sempre! Foi um martírio ter que escolher entre A single man, Orgulho e preconceito, Never Let Me Go e outras... Mas como já coloquei músicas dos outros dois filmes, escolhi a faixa "Main Titles". A trilha de Não Me Abandone Jamais é uma das mais bem pensadas e bem compostas que eu já ouvi, faz você sentir o clima do filme todo já nos primeiros 5 minutos. Sempre admiro trilhas que transmitem o sentimento, mesmo quando não estão fortemente relacionadas com uma cena específica. Além de tudo, ainda é super bem executada!

Cornelia Herrmann - Debussy
Tem um amor sem limites por quase tudo do Debussy, mas a minha relação com Cornelia Herrmann é mais profunda até do que a relação que eu tenho com alguns humanos. Ouço essa música quando tô deprimida, quando eu tô alegre, quando eu tô entediada, quando eu tô no ponto de ônibus, quando eu quero evitar gente chata, quando eu tô brigada com o mundo e quando a gente faz as pazes. Até em um dos meus textos essa música já foi parar! Aproveita que a temporada do ciúmes musical está em baixa e vai ouvir.

Laís
Hedwig's Theme - John Williams
Minha infância numa música, apenas.

Dream is Collapsing - Hans Zimmer
Caminhou ouvindo essa música? Epic.
Dormiu ao som dessa música? Epic.
Acordou ouvindo ela? Epic.
No carro com ela tocando? Epic.
Foi no banheiro com ela ao fundo? Vai ser a ida ao banheiro mais épica da sua existência.
Vai ser como se a sua descarga fosse salvar o mundo.
(não tem exemplos melhores que esses pra exemplificar a awesomeness da música, desculpa, gente)

Laura
Time Is Running Out - The Section Quartet
A música original, do Muse, já é... ah, ouçam e tirem suas conclusões. Daí pegam e fazem essa versão instrumental que sério, gente. Eargasm pras duas.

The Winner Is - Devotchka
Devotchka fez da trilha de Pequena Miss Sunshine aquela coisa fofa e essa música virou, pra mim, uma daquelas que você consegue ouvir em qualquer hora, sentindo o que for.

18 de setembro de 2011


Oi, gente MA-RA-VI-LHO-SA que está me dando a honra da presença em meu humilde post. Antes de mais nada, quero dizer que hoje é o último dia da corrida de blogs da Chico Rei e vocês, nerds e também chicotes que não escolheram sua camiseta pra nos ajudar, acelera que ainda dá tempo. É só colocar WLNCUPOM na caixa de cupom de desconto na parte do carrinho de compras que você ganhar QUINZE POR CENTO DE DESCONTO EM QUALQUER PRODUTO DA LOJA!
Sem mais delongas e desvios de assunto, estou aqui hoje para falar sobre música.
Mas, Gabi, a Laís(izzle)(inha) já falaram sobre isso tipo anteontem?
Sim, meu pequeno, porém nunca estamos fartos desse assunto e setembro vem com bandas boas em dose dupla.
A banda eleita de hoje é


Kings of Convenience


Sabe a Noruega, aquele país cujas únicas coisas que você já ouviu falar são os vikings e o Norberto, o dragão do Hagrid?


Então, lá não tem só isso. Tem dois moços muito amor que faziam parte duma banda chamada Skog. Aí os mocinhos, que recebem as simples graças de Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe (se, em nome de Deus, alguém souber como pronunciar isso, diga-me, faça o favor. Juro que pedi pra mulher do Google falar, mas não entendi nada.), formaram, então, o duo que recebeu o nome de reis da conveniência.


Não vão pensando que vão encontrar músicas dançantes ou ainda um rock pra jogar os cabelos no maior estilo daquele mano do Evanescence que teve um derrame de tanto fazer isso. É música de ouvir quietinho, abraçadinho, calminho, de preferência numa rede, com os olhos fechados e o vento batendo no rosto. É música de esquecer o mundo lá fora e transformar tudo em dourado e bonito. É música de olhar pro mar.



Consigo imaginar uma cena inteirinha de um filme com Gold In The Air of Summer, minha preferida, tocando ao fundo: uma praia deserta que tenha aqueles matinhos à la Não Me Abandone Jamais, um pôr-do-sol brilhante num dia frio... Quase me dá vontade de fazer cinema só pra poder tornar isso realidade.

O Kings of Convenience tem três álbuns de estúdio oficiais, Quiet Is The New Loud (2001), Riot On a Empty Street (2004) e Declaration of Dependence (2009), um lançado apenas nos Estados Unidos e um de b-sides. Com outra banda, eu diria para você por onde começar a ouvir, do tipo “escute o primeiro disco pra acompanhar a evolução” ou qualquer coisa do gênero, mas é desnecessário. Primeiro porque todos os discos seguem a mesma linha: não é como ouvir Parachutes e Viva La Vida, do Coldplay, sem conhecer nada da banda e, num raciocínio lógico, se perguntar o que diabos está acontecendo. Segundo porque é tudo lindo, então, se você não gostar da música que for que você começar a ouvir, não tem como eu te convencer do contrário. Posso só reafirmar que minha música preferida é Gold In The Air of Summer (seguida de perto por 24-25) e que a letra mais bonita é a de Winning a Battle, Loosing the War.
A verdade é que abri música por música pra ler cada tradução e me certificar de que Winning a Battle, Loosing the War ganha o troféu de melhor letra e aí um novo tipo de sensação começa a me tomar. Lá fora, chove, tudo é cinza e não mais dourado. Seja como for, KoC consegue me transportar pra um lugar onde tudo é mais bonito, tudo é cinema, tudo brilha.


(Eu espero ter feito um post digno o suficiente pra essa banda)
P.S.: O Kings of Convenience vai entrar em turnê pela América do Sul no final desse ano. Todo mundo torcendo pro Brasil entrar na rota.


10 de maio de 2011


Never Let Me Go

“Não é de se estranhar então que Não me Abandone Jamais soe como um vinil sujo e arranhado, repetindo um som que nos é proibido tirar da agulha.“ Li essa frase na resenha do Terra e achei uma observação muito feliz.
Quando entrei no cinema para assistir Never Let Me Go, não esperava encontrar o que acabei encontrando. Para te falar a verdade, a minha total falta de informação sobre o filme foi um dos fatores que fizeram a minha sessão ser uma experiência tão singular (os outros fatores envolvem coisas menos agradáveis, tipo o fato de eu estar sozinha no cinema com um velho que fungava em toda troca de legenda). A cada cena, descobria que o filme era cada vez menos o que eu esperava, e, por incrível que pareça, isso foi bom. Muito bom.


(A partir desse ponto, o post se divide em duas partes: a 1ª é para você que já viu o filme, ou não liga para um spoillerzinho ou outro e, além disso, tá afim de ler as minhas viagens sobre o filme. A 2ª é para você que quer ver o filme sem saber nada do enredo mas quer saber a minha humilde opinião sobre o elenco, o diretor, a trilha, etc)

1ª parte:

Como vocês devem saber, o filme é uma adaptação do livro homônimo do autor Kazuo Ishiguro e traz uma temática super inovadora: uma ficção científica no passado, mais precisamente, entre as décadas de 70 e 90. Tommy, Kathy e Ruth (Andrew Garfield, Carey Mulligan e Keira Knightley, respectivamente) cresceram juntos em um internato que prepara as crianças desde novinhas para uma missão muito bizarra, que é a de doar os próprios órgãos ainda em vida. Os 3 amigos crescem e se envolvem em um tipo de triângulo amoroso: Kathy e Tommy se gostam, mas ele acaba escolhendo Ruth, com quem namora um longo tempo. O tempo e as oportunidades que aparecem para cada um acabam separando os três amigos, que vão viver a espera da morte em lugares diferentes do internato onde cresceram. O tempo presente do filme é justamente o reencontro dos 3, sendo que Ruth e Tommy já doaram os primeiros órgãos e Kathy trabalha como acompanhante (uma espécie de enfermeira para os doadores).
Você deve estar pensando: “Caramba! Já entendi o porquê da comparação com o vinil arranhado”, mas não, você não entendeu ainda! O que faz o filme ser esse grande incômodo é a naturalidade e a resignação dos doadores quanto a essa condição. Nada é feito, não há rebeldia, revolta, gente virando mesas, nada! As poucas informações ou explicações sobre de onde eles vieram, quem são os tais “originais” em que se fala o filme todo ou de onde vêm os vários boatos que se ouve sobre o internato em que os protagonistas estudaram, só aumentam essa sensação de amargo na boca, a vontade de entrar na tela e dar uma sacudida nos personagens.
E quando você já estava começando a se questionar se levar um soco na cara é mais confortável do que ver aquele filme, vem o desfecho (e confirma o seu questionamento). As falas finais são da personagem Kathy e ela diz mais ou menos o seguinte: “não sei se as nossas vidas seriam muito diferentes do que foram se nós não fôssemos doadores”. Quando ouvi isso, meu mundo caiu. Depois de 103 minutos agonizando por causa da história, criticando os personagens por não fazerem nada, etc, você percebe que tudo aquilo poderia acontecer com você. Viver uma vida inteira sem viver, deixar as coisas simplesmente passarem... A única diferença é que eles viviam assim porque um dia alguém ia chegar e arrancar os órgãos deles. Mas eu não. E nem você.
Descobrir isso tão subitamente, ouvindo aquela vozinha da Carey Mulligan, não é nada confortável.


2ª parte:

Como adaptação, o filme parece ser propositalmente incompleto (não li o livro, mas dá pra dizer isso tranquilamente). A falta de explicações sobre alguns conceitos dá o tom de dúvida que o filme todo tem e foi essencial para criar a tal sensação de vinil arranhado que está na frase lá de cima. O diretor, Mark Romanek, é mais conhecido por seus documentários e clips musicais (entre eles, clips de Michael Jackson, Madonna, David Bowie, Janet Jackson e Red Hot Chili Peppers) e faz um trabalho bem digno em Never Let Me Go.
A fotografia é bem natural, mas não deixa de ser linda. As locações são maravilhosas, afinal, nada como um internado bem antigo e um campo de relva em frente ao mar, sendo tudo isso na Inglaterra.




A trilha é outra preciosidade desse filme. Assinada por Rachel Portman, a primeira mulher a ganhar uma estatueta do Oscar de melhor trilha sonora original, é de uma delicadeza ímpar e tem tudo a ver com a inocência e a amizade de Kathy, Ruth e Tommy. Além da trilha original, a música que dá nome ao longa, Never Let Me Go de Jane Monheit, é usada em duas ótimas cenas do filme. (A música do primeiro player é uma das 17 de composição de Rachel e a do segundo é “Never Let me Go”.)
Sou suspeita para falar, mas a melhor atuação realmente é de Carey, talvez por sua personagem ser a mais bem trabalhada dos três. Keira Knightley está bem, mas muito estranha pro meu gosto. Andrew Garfield a gente nem fala. Mentira, fala sim: puro amor e atuando bem (e com cabelo estranho, tive que falar).
Apesar de toda a esquisitice, o balanço é bem positivo e eu recomendo para todo mundo!

Beijo povo lindo do meu coração!
Até a próxima