Robin Hood
Assisti Robin Hood ontem e confesso que me decepcionei um pouco. Na verdade, isso acontece sempre que eu vejo um filme com muita expectativa, e não era pra menos: Russell Crowe e Cate Blanchett juntos em um filme dirigido por Ridley Scott (Hannibal e Gladiador) sobre a origem da lenda do Príncipe dos Ladrões. Vi o trailer semana passada e me impressionei de verdade! Antes de comentar algumas partes, quero deixar claro que o filme não é ruim (longe disso). Talvez o problema todo tenha ficado por conta da tal expectativa.
O filme conta, em linhas gerais, o início da lenda de Robin Hood, o herói inglês conhecido por roubar dos ricos para dar aos pobres. Talvez a decepção comece por aí, já que o filme conta o início da lenda, ou seja, um Robin Hood soldado do exército inglês que persegue franceses no caminho de volta das Cruzadas e não o herói mítico que a gente conhece.
A história se desenvolve mostrando essa mudança de mentalidade enquanto Robin e seus companheiros viajam de volta pra casa com a missão de devolver ao pai de um cavaleiro que morreu em combate uma espada de grande valor afetivo. Essa missão também é responsável pelo envolvimento de Robin com Marion Loxley (Cate Blanchet), uma das partes mais envolventes do filme, na minha opinião, talvez pela bela interpretação dos dois atores ou pela temática (mais leve, no meio de tantas cenas de batalha, morte, luta).
Com exceção das cenas de mar (que são péssimas), o filme é bem cuidado e não é muito cansativo apesar das 2 horas e 20 minutos de duração.
Em resumo, Robin Hood é um bom filme, com boas interpretações e uma boa ideia central que acaba caindo um pouco no clichê dos filmes épicos (filhos que lutam e dão a vida pela honra do pai e da família, personagens relevantes que morrem ao longo da história, traição e reis egocêntricos que levam todo um país ao declínio e um mocinho que tenta salvar a pátria em nome da liberdade e da igualdade) mas, mesmo assim, consegue chamar a atenção e agradar o público.
Por Isa, com ajuda substancial de Ulisses B. e Renato H.
